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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O difícil acesso a educação



Professores mal remunerados, falta de livros, lápis e cadernos. Falta de lousas, apagadores, carteiras e cadeiras. Falta de bebedouro e banheiro nas escolas do Brasil.

Apenas quarenta e quatro por cento das escolas no Brasil tem banheiro, eletricidade, esgoto e cozinha. Menos de 0,6 por cento tem infraestrutura próxima ao ideal para o ensino.

O Brasil é o décimo pior país colocado em leitura no programa internacional de avaliação de alunos no ranking de sessenta e cinco países. É o sétimo pior em matemática, sexto pior em ciências.

Estamos atrás da Romênia e Tailândia. Somos a oitava maior nação com o maior número de analfabetos adultos entre cento e sessenta países pesquisados pela Unesco. Quatorze milhões de brasileiros não sabem ler, nem escrever.

Existem trezentos milhões e quinhentos mil analfabetos funcionais, ou seja pessoas que sabem ler e escrever mas não entendem aquilo que leem.

Precisamos entender que educação não é gasto.
O governo brasileiro investe por ano em educação cerca de 6,1 por cento do PIB, isso significa numa perspectiva pessimista mais de duzentos bilhões de reais que é capaz de financiar seis copas do mundo.

A falta de acesso à educação é o gatilho para praticamente todos os problemas sociais que passamos em nossas cidades. Faz com que uma criança saia em desvantagem desde o início da vida, pois depende desse sistema precário que envolve todos os estados do país.

O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre sessenta e cinco países avaliados
Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola.

O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009.
34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler. 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita. Professores recebem menos que o piso salarial e ainda assim são obrigados por amor, ou falta de opção a trabalhar porque acreditam que a educação é a única salvação.

Ignorância é força. É satisfatório manter as massas em estado de pobreza. Uma sociedade hierárquica só seria possível num mundo de pobreza e ignorância. É bom para os partidos que seus membros sejam fanáticos crédulos e ignorantes. Que na população predominem sentimentos como medo e ódio.


Do ponto de vista dos governantes, os únicos perigos reais são o surgimento de um novo grupo de pessoas capazes. Isso significa que o problema se resume a educação onde os pensamentos “incorretos” são a alma da liberdade.


Gabriela Peres

domingo, 30 de março de 2014

Oportunidade aos focas

Engraçado como ao fazer jornalismo desde o início dessa decisão nada vem fácil. Decidir que este é o curso que lhe trará realização profissional e segurança financeira é uma grande responsabilidade já que o acesso as primeiras oportunidades são tão distantes do que almejamos.

Penso que assim como a filosofia, quem faz Jornalismo, não o faz com a intenção de ficar rico fazendo o que gosta e sim pelo amor a profissão e isso nos dá forças para lutar pelo que acreditamos, a verdade.

Depois vem os questionamentos da polêmica referente ao diploma dos jornalistas. Um absurdo que isso ainda seja discutido já que em qualquer empresa que procura-se vagas de comunicação é exigido o diploma, além dos cursos especializados. Realmente quem teve essa ideia além de sem noção deixa claro que por detrás de tal afronta esteja inchado de interesses políticos, ou desinteresses políticos para com nós, a classe poderosa que coloca a boca no trombone.

Que tenha-se o bom senso que, em qualquer produção de tv, rádio, ou redação de jornal por exemplo, vamos nos deparar com pessoas que se tornaram jornalistas pelo tempo de trabalho e experiência e claro que os dar o direito de ter tal privilégio não vem ao caso julgar. Mas não devemos descartar o fato de que os tempos são outros e o novo a cada dia fica mais novo e nada que não possamos aprender com os mais velhos, eles também não possam aprender com quem está entrando no mercado. É uma mistura de jornalismo concreto e técnico que pode acoplar com a inovação das tecnologias e ideias dos jovens que chegam com tanta vontade de participar e ser um dia como todos que conseguiram tal sucesso.

Jornalista técnico não falta, e é fácil o ser. Não seja mais um jornalista, seja O Jornalista. Estudar, sempre praticar a leitura, ter curiosidade de conhecer aquilo que não o agrada, ler sobre o que ainda não conhece são ferramentas cruciais para sermos pensadores e formadores de opinião. O jornalista para sempre carregará essa cruz e nunca estaremos prontos, sempre é necessário aprender.

Para os recém formados que moram no interior a situação piora. São poucas as oportunidades, o jornal impresso está cada vez mais escasso e quando contratam precisam de experiência já que tudo é muito rápido e não há mais tempo de ensinar.

Hoje o jornalista para conseguir entrar no mercado precisa ser um faz tudo.  Se você não teve a sorte de se formar a três décadas atrás onde o jornalismo impresso era o auge da imprensa, saiba que precisa é de muito estudo para que consiga um dia chegar num lugar parecido com estes que souberam fazer história.

O jornalista hoje precisa além dos quatro intermináveis anos de faculdade, deve ter inglês fluente, saber Corel Draw, Photoshop, HTML, ter boa redação, boa dicção, ser pró ativo, saber tirar fotos, diagramar e etc, etc, e etc.

Tudo o que aprendemos na faculdade certo? Mas sem praticar ninguém chega lá.
Estágios pagam de 400 a 670 reais com muita sorte e exigindo todos os conhecimentos mencionados anteriormente.  Então continuamos em nossos empreguinhos que de longe nada tem a ver com Jornalismo, esperando uma oportunidade, fazendo freelances para ficar mais próximos da realidade e desesperados para pagar as contas da faculdade.


sábado, 29 de março de 2014

Em festa de rodeio...

Há anos o rodeio de Hortolândia estabelecido próximo a empresa EMS no mês de Maio traz a alegria para a população que tem poucas oportunidades de prestigiar grandes atrações como shows, espetáculos ou até mesmo a diversidade cultural que o teatro nos traz.
Em geral, a festa de Rodeio não me agrada, não que eu nunca tenha ido ou que eu não apareça por lá nesse 2014, mas meu interesse nunca foi no evento, vou para ter uma noite agradável ao lado de amigos fazendo idiotices, enchendo a cara ou pelo show do artista que na maioria das vezes é o maior interesse do grande público que esse rodeio atinge.
Adolescentes bêbados, famílias saindo da rotina, em cada canto alguém conhecido pra fingir que não viu, reencontros inesperados e encontros aguardados. Não sei o porcentual de furtos, mas pequeno não há de ser; tem o dia da entrada franca que traz a oportunidade para quem não condições financeiras de pagar pelo ingresso e ver qualquer show. A festa é tomada pela população feliz e contente que não tem ideia do que gira em torno de uma festa com tamanha proporção.
Afinal, quem se importa né? O povo vive de aparências e se "tá tendo" festa, então é porque está tudo bem.
A Festa de Peão de Hortolândia, claro que por motivos óbvios não se compara as festas de Jaguariúna, Piracicaba, Americana ou Limeira, mas serve pra iludir.
A montaria é abominável. Indigno que se ganhe dinheiro em cima do sofrimento de um animal. Na verdade a estudos não comprovados de que a utilidade do Sedém para que o Boi pule não causa dor, e quem entende de rodeio também diz que não. Bom, eu não acredito e mesmo que fosse verdade, não existe lógica em ganhar dinheiro explorando um animal que esta alí involuntariamente. “Esportezinho” mais medíocre esse, assim como tantos outros que sinceramente me irrita.
Enfim, como dito, é a festa no geral que move o rodeio, a maioria está ali por estar e sobe na arquibancada para lugar garantido na hora do verdadeiro espetáculo, o Show do artista que ganha porque trabalha merecidamente e não por abuso ou por ter sua barriga, genitália, testículos ou o que quiser chamar apertados servindo de atração para uma minoria sem conhecimento.
Mas o ser humano esquece rápido, sente pena mas o resto da festa transfere a atenção. Ter piedade não resolve problema e no final estaremos todos lá, pedindo desconto,  aguardando nas filas dos banheiros químicos, comprando chapéus de boiadeiro para fazer parte da massa, gastando a bota de trezentos reais no barro, encontrando quem não quer  e terminando mais uma noite nos bailões sertanejos com um copo de vodka na mão.
O problema com os bois agente deixa pra depois, afinal de que adianta reclamar já que não resolve tão pouco traz solução. Em Maio nos encontramos pela Arena ou ostentando no camarote, compartilhando músicas com gírias da moda, dançando com amigos e esquecendo os problemas com as inúmeras latas de cerveja compradas a cinco reais.


Por Gabriela Peres





quinta-feira, 13 de março de 2014

DEPOIMENTO DE UM CALL CENTER

Sou operadora de call center, atendo uma das maiores empresas conhecida hoje no Brasil em telefonia móvel e fixa. Móvel agora, fixa a anos. Aqueeeela telefonia famosa, líder em reclamações mas que ninguém se atreve em abandonar, a realidade é que muitos abandonam pra voltar traumatizados depois.

O dilema começa na seleção dos candidatos na primeira entrevista, passa-nos uma prova de português, matemática e conhecimentos gerais. Aquelas provas imbecis que todo mundo passa, depois pedem para digitarmos um texto no Word pra ver se não somos totais analfabetos e dai estamos contratados.

O exame admissional é na própria empresa para que não dê tempo de fugir assustada com o salário. Dispenso comentários, afinal, alguém conhece uma empresa que realmente faça um exame admissional decente? Será que acreditam que vou responder que já usei drogas, bebo constantemente, faço sexo sem camisinha e não tenho ideia do meu ciclo menstrual?
Isso não é possível.

Começa o treinamento teórico que serve para termos uma ideia do que você vai fazer na operação e para fazer amigos. E nada como fazer amigos não?. Oras bolas, eu não entro numa empresa para fazer amizades nem tão pouco para compartilhar sentimentos e é incrível como a maioria dessas pessoas que trabalham em call center adoram interagir, combinar cervejas e festas baratas. Ligam para saber se você vai trabalhar no mesmo horário que ela e tantas quais mais besteiras de quem não tem o que fazer.
Quem trabalha com atendimento não tem tempo pra respirar, quem dirá ficar contando casos e fingindo interesse no acontecimento da vida alheia.

Começa a labuta, coloca o readset no ouvido, pede a Deus que te livre de pessoas infernais e pimba: " Gabriela Bom Dia, com quem eu falo?", e claro que é o Diabo. Sim, ele te liga diversas vezes por dia, te enganando cada vez numa forma diferente, com vozes diferentes, testando sua paciência e te provocando para que a cada pronunciamento você mande o cliente pro lugar que ele veio, o quinto dos infernos.

Dica numero um, se for ligar nesses atendimentos, engula sua insatisfação porque caso ligue com mau humor, berrando ou reclamando que está horas aguardando ser atendido, você corre sério risco de ter de ligar novamente.

Sim, desligamos na cara de clientes folgados e mal educados. Entenda que, nós call centers nada temos a ver com as merdas que a empresa faz e nem tão pouco nos importamos com seu problema. Enquanto você está reclamando, nós te colocamos no mudo (e você não sabe), te xingamos para o atendente do lado, comentamos seu erro de português, rimos dele e ao voltar pedimos para repetir a solicitação porque absolutamente não prestamos atenção em nada que o Senhor disse.

Dica número dois, não adianta chorar, dizer que a mãe morreu, ou que tem um filho na cadeira de rodas, ninguém se importa e o técnico não vai ir mais rápido para a sua casa por causa disso.

Dica número três, quando perguntarmos : Qual o motivo da ligação, diga qual é o motivo da ligação, não precisa contar a história inteira porque isso acaba com a paciência que já não temos e se o ódio nos tomar conta o prejudicado será você.

Dica número quatro, não adianta passar protocolos anteriores. Eles não servem pra nada. Protocolo de atendimento serve exclusivamente caso precise um dia da ligação gravada. Você não ajuda o atendente querendo passá-lo, ao contrário você o irrita.

Dica número cinco, não adianta ameaçar dizendo que vai cancelar a linha, que vai no Procon ou na Anatel, primeiro que não acreditamos e segundo ninguém se importa e sua escolha tão pouco nos afeta.

Dica número seis e não menos importante. Ligue preparado, caneta, bloco de anotações e CPF do assinante são cruciais para o atendimento. Não ligue sem esses detalhes a mão  porque temos tempo cronometrado para te atender, e sua enrolação nos traz aborrecimentos, e nossa impaciência é a ineficiência da resolução da sua dificuldade.

Ao ligar seja simpático, paciente, responda apenas o que lhe foi perguntado. Seja breve e direto ao assunto. O Call center te odeia, e você obviamente o têm o mesmo desprezo, mas é ele que tem sua linha nas mãos e se resolveu ou não sua solicitação, você só vai saber após 48 horas.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Idolatre a dúvida


 O que seria questionar num país que preza a educação e o que se determina correto. Um país que preza a forma educada de viver em sociedade e precária nas condições para educação desses seus filhos.

A população no geral sempre esteve engessada no pensamento de que, o governo sendo supostamente superior instala a forma correta de viver, e claro que isso está imposto, e não há razões para questionamentos certo? A forma correta de viver e ter uma vida digna é a forma que eles deixam que seja passadas na TV.
Sim, o que assistimos é controlado pelo Estado.

Não percebem o quanto a elite é triste e tem cara de merda. Felizmente a geração dos tempos de hoje mesmo que subordinada pela avançada tecnologia na ponta dos dedos, consegue identificar a falta de conteúdo existente nas programações televisivas e se adepta aos canais na internet para se sentirem menos burros, mesmo que em redes sociais deixam a maior parte de seu tempo.

A dúvida traz força para a busca das respostas. Lembrem-se que não existe verdade ruim e não existe nenhuma ação que não tenha fundamento político.

Quando questionamos seja a forma como vivemos, o local que escolhemos, os amigos que fizemos, o governo que elegemos, a família que temos, faz com que busquemos o conhecimento fundamental para sermos pensadores.

Buscar o "porque" das coisas e não apenas usufruí-las como se não tivesse um motivo real para que existam, nos torna críticos e passamos longe das imposições políticas. Analisar os dois lados que possam existir numa discussão, e não apenas o lado que convém, ou que a igreja determina. Sair do senso comum e trazer a dúvida para si mesmo.

Sua crença não o impede de entender o mesmo assunto visando caminhos opostos. Pode-se não concordar com nenhuma palavra que disseres, mas precisamos defender o direito de dizê-las.

Seja chato, indague, pergunte, questione e coloque na parede. O interessante desse tipo de
"crueldade" para com o outro é conseguir algum tipo de reação. Provoque para tirar das pessoas o que elas não conseguem mais dizer.

Essa falta de interesse de sermos verdadeiros surge das condições impostas pelo que chamamos de sociedade que é levemente colocada pelos que se acham superiores ao resto da população.
Não se tem o interesse de compartilhar o conhecimento, mas de abusar dele perante a demanda ignorante influenciada pelo que se assiste na TV.

Desde cedo trocamos nossas raízes por esse modo artificial de se viver. Ninguém questiona mais nada, os donos do poder agora contam sua piada, onde só eles acham graça abandonando o povo na desgraça. Vidrados na TV, perdendo o tempo em vão.

Já que ela invade a vida das pessoas, precisava ter o dever de fazer de nossas vidas melhores. Levar cultura, educação, debates, temas de utilidade pública e afins. Isso não é utopia, é algo possível. Precisamos "desensinar" as pessoas de que entretenimento é o legal e que debates são apenas para pessoas fora do normal.  

Indignai-vos!



Por Gabriela Peres

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FONTE: música "Ditadura da televisão", Ponto de equilíbrio

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os Black Blocs



Tenho pensado sobre os Black Blocs e suas manifestações depredativas.
Os jornais não param de apontá-los. Vândalos, sem caráter, diabólicos,destruidores. De onde será que veio tudo isso?

Para dar início a discussão devemos ter em mente que primeiro: o pensamento da população é manipulado e direcionado com grande influência política; segundo: toda insubordinação causa medo, que consideravelmente atrai a mídia e por consequência a atenção dos poderes.

"Se a tarifa não baixar São Paulo vai parar"
Quando estive em julho nas manifestações em Campinas, me interessei em ver de perto a cara lavada da tropa de choque militarizando manifestantes. Cercaram a prefeitura como se tivéssemos interesse em sequestrar o prefeito.

 Queríamos apenas expor nossa indignação diante de problemas sociais do qual estamos saturados de colocar em debate.
Parecia que estávamos diante de uma casa coberta por diamantes onde plebeus jamais passariam por perto.

Incrível como em pleno século XXI, não temos liberdade em circular pelas ruas, em gritar o que se tem vontade, em proclamar nossos direitos. Que ordem e progresso é esse?
A ordem da polícia, o progresso não sei de quê.

Deixe- nos tomar as ruas para reivindicar e tomar partido que não seremos culpados por depredações.
Será que funciona se que o que move é a raiva?

E ela surge da falta de competência e humanidade de uma polícia que vergonhosamente faz o seu papel, o de ridículo.
Cenas e fotos feitas de policiais passando o limite do que possa ser desacato a autoridade são lamentáveis.
Nunca concordei com que tipo de autoridade a polícia é ou deixou de ser. Não adianta, a reputação é suja e não há quem limpe.

E o desacato com os manifestantes?
Que autoridade a polícia tem em se meter onde não tem competência para administrar? Sinceramente eu não entendo.

Não concordo com a forma destrutiva de bens sociais dos Black Blocs, mas eu posso entender de onde este pensamento vem.
Quando eu como manifestante, após um dia de trabalho saí as ruas e sem saber por qual motivo estava sem conseguir respirar com aquela sensação de inseto sendo intoxicado por RAID também me deu raiva.

E se eu tivesse forças, cara de pau e coragem, também tacaria tijolos nos vidros da prefeitura ou quem sabe socaria tiros de borracha nos "coxinha".
Claro que isso não resolve nenhum problema e não quero fazer apologia à violência, mas somos seres humanos e o que vem, volta.

Os Back Blocs desafiam a ordem. E que ordem?
Atacam a polícia, destroem propriedades e depredam o que tem pela frente para chamar a atenção às autoridades políticas baseadas no capitalismo inconformado. A maioria são de anarquistas ou grupos que buscam o mesmo "objetivo político" ou a falta dela. Geralmente são os mesmos, de expressar "solidariedade" diante da repressão do Estado.

São os politicamente incorretos, os que não dormem com espinhos na garganta, que gritam e sabem pelo que lutam.
Não são manifestantes, são protestantes e a intenção é de intimidar, aterrorizar.
O papel da mídia é caçar seus líderes, o deles é de fazê-los mais. Afinal, a democracia é fraca quando se tem um poder constituinte que não é ouvido.

Eles são a resposta à violência policial. Uma forma de protesto baseada na depredação de símbolos do estado e do capitalismo. Fazem o que a maioria não tem coragem de fazer.
São minoria diante da covardia e violência dos nossos "Senhores".

Tudo o que o povo brasileiro quer são respostas que não são dadas.
Se me perguntam se concordo com a violência digo que não.
Se me questionam se sou a favor do movimento digo que os entendo.

Dizem que os Black Blocs acabam com o que é de gasto público e seremos nós que pagaremos o concerto.
Ao menos veremos para onde vai o nosso dinheiro que não estará em cuecas e contas diversas milionárias para fora do país.

Hoje em dia ser polícia é motivo de chacota, ser político de corrupção, e ser manifestante?
Meu caro, estamos apenas atrás do futuro da nação.



Por Gabriela Peres


domingo, 26 de janeiro de 2014

Governo "dilma"


A guerra psicológica do governo Dilma que fará o Diabo pra ganhar as eleições.

Em 2014 se o PT for eleito, vão bombardear com esses projetos imobiliários "minha casa, minha vida", vão dar vinte por cento de cotas para negros nas universidades e garantir os médico cubanos para cuidar de “coitadinhos”. Foi esse um dos anúncio do PT em mensagens de fim de ano no final de 2013.

 É disso que o povo gosta né? É isso que o povo quer e é isso que o governo queira que pensamos, que essas ajudas milagrosas resolvam algum problema. Pobres terráqueos!
Precisamos perceber que NÃO!, essas ajudas temporárias pra deixar pobre feliz não resolve!

Penso que, como cidadã, eu possa usufruir de uma cota numa universidade por exemplo, para meu próprio bem estar pessoal, mas não posso esquecer de pensar paralelo com a realidade em que vivemos.
Você não precisa ser a favor do PT somente porque é um dos seus filhinhos necessitados e todo mês recebe o cartãozinho legal do bolsa família pra garantir o arroz do almoço.

Gente, pelo amor de deus, vamos acordar! O povo tem o poder de fazer a diferença e é agora, nas eleições. Não estou pedindo para votar em fulano ou ciclano. Mas para ao menos começar a pensar nos prós e contras. Não ter preguiça de pesquisar sobre os candidatos, seu partido no passado e presente.
O mais difícil é mobilizar a população para isso, infelizmente a grande maioria, os donos dos votos de quem realmente faz a diferença é comprado por essas ajudinhas milagrosas, e então "batata", olha a Dilma aí novamente.

Não sou de nenhum partido, mas estou à procura do que melhor se enquadre na minha perspectiva de vida e melhora de um país.
Precisamos perceber que o governo que se adapta é algum que tenha os princípios da vontade de mudar. Que traga revolução e perspectiva de que conseguiremos mudar.
E essa mudança não está nas cotas raciais, nem em predinhos do governo, muito menos em trinta reais por mês no cartãozinho do povo.

É preciso distribuir renda, gerar empregos, dar qualidade nos atendimentos dos hospitais.
É Preciso enxergar a pobreza, enxergar os mendigos, enxergar a Cracolândia.
É preciso enxergar as pessoas no nordeste. ” É preciso enxergar as pessoas.”
É preciso tentar mudar primeiramente ajudando quem mais precisa, depois a nós mesmo.
Precisamos ser dignos de um governo, mas pra isso precisamos de um governo digno.

Está longe de chegarmos no fim da corrupção, para isso precisávamos exterminar novamente a população e sonhar para que na próxima vida Eva não leve a maçã até Adão, mas podemos tentar melhorar coisas mínimas como moradia, saúde, água, diminuição em gastos e impostos. Levar um pouco mais de comodidade a quem precisa. Assim, de pouco em pouco chegaremos num consenso de pelo menos um Brasil mais justo.

Tem gente que acha que tudo isso está longe de se realizar, não esqueçam dos milhões investidos nos aeroportos e estádios para uma copa sem necessidade de cultivar.
Uma vez me disseram que eu nunca falo bem do PT. Eu não falo bem de partido nenhum, apenas mostro a realidade que muitos não vê, devido a ditadura da televisão que dita as regras e contamina a nação. Depois que conheci o jornalismo e estudei política, me dei ao luxo de poder nunca mais votar no PT.

A questão é, o PT é a bola da vez. É o partido das cotas, da burocracia, da mentira e do mensalão. É quem está em vigor no momento, é o que nos representou com dólares dentro de cuecas, é de quem devemos falar.

 Não vou ajudar a reeleger um governo pelo qual sai nas ruas de cara pintada para manifestar contra. Não sou hipócrita e sei pelo que luto. Sei o valor de um voto e o valor de engasgar com gás lacrimogênio porque a Luta pelos meus direitos era mais importante. Não posso aplaudir um governo que faz benfeitoria pelo povo sendo que é esse o papel de um governo.

Fez alguma coisa? Ajudou alguém? Era o mínimo.
Benfeitoria de governo não deve ser aplaudido porque é pra isso que eles são pagos. E muito bem pagos.
Não é milagre, é dever. Não pensem que é ideologia, é investimento.

Podem apostar que depois de todas essas manifestações e movimento histórico que trouxemos ao Brasil em junho de 2013, a Dilma vai ganhar as eleições no primeiro turno em 2014, o que é um vexame na história do país.

O PT foi a maior decepção de quem um dia acreditou que realmente existia um partido para os trabalhadores. Uma junção de desastre e falta de competência.
Porque o povo é assim, esquece e tem o pensamento engessado.
As discussões no Brasil são emotivas, esquecem que política e sentimento nada tem a ver. Para entender política deve-se ser racional.

A censura de conteúdo político está aumentando de modo preocupante e o governo nos vê apenas como números.
Disse Joaquim Barbosa: " Nem pouco esses partidos e seus líderes tem interesse em ter consciência programática e ideológica, querem o poder pelo poder".

“E isso não prova nada, sob pressão da opinião pública é que não haveremos de tomar nenhuma decisão. Vamos esperar que tudo caia no esquecimento e aí então FAÇA-SE A JUSTIÇA”.

Por Gabriela Peres


sábado, 25 de janeiro de 2014

Qual é a cor do inimigo?

Não, o inimigo não tem cor.
Hoje, fiz uma oração, pedi para que Deus desse glória ao coração de algumas pessoas que amo e sei que necessitam. Pedi glória ao meu próprio; engano meu achar que por conseguir enxergar o problema alheio eu também não os tenha. Não vivo de mentiras e sou verdadeira com as pessoas, mas nossos corações sempre precisam de apelo.

Engraçado como Deus não erra e nos da as respostas mais rápidas do que imaginamos. Se eu pudesse dar um conselho pediria para que todos escutassem o que diz o coração. Não podemos insistir em algo que não depende de nós e foge de nossa alçada de compreensão.

Por vezes nos esforçamos para com os outros e por vezes vemos que isso foge do nosso alcance.
Devemos ter rancor dos nossos irmãos por suas fraquezas e desvios emocionais? É possível que a vida ensine.

Foi Deus que disse: " Ouviram o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem pelos que vos perseguem porque se amarem os que vos amam, que recompensa terão? "

Falta de caráter nada tem a ver com decência. E falta de decência nada tem a ver com Deus.
Acredito que as pessoas não são cem por cento ruins, mas caráter não se compra.

Não seja bom, porque o bom pode estar errado.
Não seja ruim, porque o ruim sempre esta errado.
Seja justo, porque se você for justo, você terá, do fundo do coração, felicidade!
 

Por Gabriela Peres

domingo, 19 de janeiro de 2014

INVEJA



Inveja nada mais é do que falta de capacidade.
Existem pessoas que por terem suas vidas frustradas, vêm tudo nos outros ser melhor e acontecer melhor do que para elas mesmas.
Acham que Deus as qualificou mais do que a ela e porquê?
Não entendem que a diferença está em seus corações, na falta de amor próprio. A inveja é um alerta para a auto estima.

Pobres criaturas que não possuem garra de viver. Infelizes seres que pernoitam matutando o que tem de errado em si que não é tão feliz quanto o outro. Desgraçadas vidas que se escondem por trás da oculta tristeza e questionamentos do 'porque minha vida é difícil', 'porque meu corpo não é igual', 'porque meu cabelo cresce diferente', 'porque tenho mais dificuldade que o outro', porque a cor, roupa, sobrancelha, esmalte e pêlos do outro são melhores que os seus.

É, pessoas invejosas são tristes e infelizes por acharem que nunca são boas o suficiente e que não possuem o devido valor.
Tudo no outro sempre é melhor, tudo para o outro é sempre mais fácil. Balela!
A vida de todos são iguais, e as oportunidades são as mesmas.

Deixam a vida passar batido e então começam a se preocupar com o que deviam ter feito e não o fizeram, mas o outro fez.
O maior problema do ser invejoso é que além de desprezar sua própria vida, traz dentro de si um sentimento de frustração perante o bem de outra pessoa e o desejo de danificá-lo. ”Já que não tenho o que tens, que você perca o seu, se não consegui o que conseguiu, que as coisas pra você parem de dar certo”. 

Este desejo por muitas vezes é inconsciente, mas existe, e a pessoa que sofre deste mal, o sabe e também sofre por isso. 
O ser invejo é insatisfeito geralmente por imaturidade, frustração ou repressão. Acabam guardando rancor dos que tem o que eles não possuem; :Beleza, dinheiro, sexo, sucesso, poder, liberdade, amor, personalidade, experiência, felicidade.

Segundo José Luis Cano, escritor e psicoterapeuta, o invejoso ao invés de aceitar suas carências ou perceber seus desejos e capacidades e assim desenvolvê-los, odeia e deseja destruir todas as pessoas que, como um espelho, lembrem-no da sua privação. Em outras palavras, a inveja é a raiva vingadora do impotente que, em vez de lutar por seus anseios, prefere eliminar a concorrência.

É o que olha o que tem no prato e questiona porque o bife do outro é maior, ou mais suculento, ou mais bem passado. Essas pessoas sempre querem experimentar o que é do outro. Querem comparar. Não sabem do que gostam e nunca sabem o que querem. Estão sempre a espera do outro.
Inveja-se a riqueza, mas não o trabalho que se teve em consegui-la. 

A inveja consome a boa ação do outro.
Ela não é agradável de sentir, mas a diferença está em reconhecê-la ou não, em tentar mudá-la ou não. A inveja sinaliza o quanto precisa-se trabalhar seu vazio interno porque a pessoa segura não se  importa com inveja, o invejoso não a incomoda.

É no que se acredita que prospera. Tudo é questão da forma como se trabalha este sentimento.
Inveja-se o trabalho alheio, por achar que o seu é inferior.
Inveja-se o namorado alheio por frustrações em seus próprios relacionamentos.
Inveja-se o corpo alheio, o cabelo alheio, a roupa alheia, pela falta de amor próprio.

Reconhecer esses problemas pode ser o começo de uma vida mais leve e feliz. Viver com o peso da inveja deve ser doloroso. Aceitar que se tem certas dificuldades afetuosas consigo é o início de ao menos suavizar o sentimento e utilizá-lo ao seu favor. Pode-se entregar a ela ou perceber que a inveja é um grito de que necessita-se de amor. Se não tens amor próprio, não é digno do amor dos outros. Seja um presente para si mesmo. Afinal, nada melhor do que ter orgulho da pessoa que se é.

Não devemos esquecer que a inveja é natural do homem, mas prender à atenção as opções dos outros faz-se entediar de sua própria vida.
Para se livrar da inveja é preciso se parecer mais com Jesus do que com você mesmo. Liberte-se, não queira passar o resto da vida sem felicidade, afinal ninguém é feliz desejando a felicidade do outro. 

'A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come' (Francisco Quevedo)

Lembre-se que o invejoso traz todo o mal que deseja aos outros a si mesmo.
O invejoso morre sozinho.


TRECHO DA ORAÇÃO DE SÃO JORGE:
"Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal" 
Que Deus nos livre e que toda a sua inveja, vire gordura! ;D

Por Gabriela Peres




sábado, 18 de janeiro de 2014

O que não pode ser debatido numa democracia?


Tipos de jornalismo é o que não falta, pauta pra apurar, fontes pra desvendar, caminhos a percorrer e nunca não ter o que fazer. Sabemos que, quem escolhe o jornalismo, o faz por amor, por acreditar na verdade e num mundo mais digno.
Sempre penso em jornalistas como seres estupendos, inteligentes, descolados e sem pudores para tratar de qualquer assunto sem papas na língua. Qualquer assunto? Nem sempre.
O jornalismo, é tabulado como “seriedade”, dinamismo, coerência e precisão. Sair do eixo significa, sair do senso comum, do que se espera, da mesmice.
Me interesso por política, nem tanto por economia, passo longe da possibilidade de ser repórter. Tenho personalidade forte e gosto de escrever sobre o que me interessa. Posso até saber escrever sobre flores, mas não gosto.
O dever do jornalista é trazer para o público assuntos que passam longe da realidade em que define a população. Hoje em dia, as matérias que passam no Jornal Nacional, um dos mais repercutidos dentre a mídia pública por exemplo, são de interesse público, mas não trazem questões que façam a maioria discutir e realmente se preocupar. As matérias são vistas como “mais um acidente” ou “mais um político corrupto”. As questões passam batido e o interesse pela real manifestação dos fatos se oculta diante da falta de interesse jornalístico em levar além da informação, a vontade de discussão. Fazer o povo pensar, discordar, questionar, ir atrás de respostas. Trazer interesse a assuntos que são publicados sem a ênfase esperada já que a maioria se interessa pelo que vem depois, a novela.
Temos o poder de levar conhecimento a população, temos esse dever, mas quando fala-se em direitos, bom, não se fala. Acatamos o que nossos superiores mandam e acabamos por tomar partido, por vezes opostos pela “necessidade”.
E quem disse que ter opinião seria fácil? Ter razão, nos torna antipáticos. Sabe-se que a mídia é manipulável e por muitas vezes a imprensa é comprada. Tempos difíceis em que se acredita num jornalismo que pode não existir mais, afinal todos temos contas pra pagar. Se o povo começa a pensar, parece que incomoda alguém.
O que quero dizer com todo esse blá blá blá é que hoje tudo é muito sério, muito chato, e nada disso me interessa. Escolhi o jornalismo, não sei porque, sempre tive a certeza de que esta era minha profissão, desde sempre. E meu amor não está em apenas levar notícia ao público. Está em trazer discussões, dividir tudo o que sei com os que não tiveram a mesma oportunidade.
Por vezes esquecemos que existem pessoas tão miseráveis que não sabem compreender a diferença de certos partidos políticos, por exemplo, e votam no que pagou mais na boca de urna. É esse tipo de situação que me traz a vontade de revolucionar, de trazer de volta aquele jornalismo alternativo dos Pasquins, o jeito moleque de mostrar a verdade fazendo rir, descontraindo pra educar. Hoje em dia, dizer a verdade não diverte e a maioria gostaria de ler o que queremos escrever, mas os donos da indústria da mídia preferem os robôs da monotonia e a culpa é do lucro.
Alguns ainda não conseguem distinguir o que é um texto jornalístico, e um artigo opinativo. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra e quando se publica um texto sobre algum tema “polêmico”, subestimam sua inteligência dizendo que o texto tem “muita opinião”.
O que me interessa é levar a realidade ao público e fazê-lo pensar.
Afinal, quem está errado? Isso não existe. Tudo o que nos mandam, achamos uma beleza.
Aprender a dizer não e pensar um pouco sem aflição. Temos medo de quê?
São as narrativas independentes que me interessam, o jornalismo com ação, são aqueles que gritam suas frases querendo apenas “inteligenciar” os demais. Sem medo, sem pudor, sem vender o que se pensa por valor.
Por Gabriela Peres.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Eleições 2014

As eleições estão ai e questiono frequentemente em "o que vamos fazer".
Talvez devêssemos relevar os furos da corrupção marcados por um governo Trabalhista, e notar o que nos resta.
Marina Silva? Porque não?
Acho que também foi-se o tempo dos Tucanos.

O poder deve ter notado que a população não é mais tão ingênua. Estamos em tempos de que ricos também votam no PT e possivelmente pensa-se no "outro".

Ainda somos alienados por partidos que nos faz acreditar que só temos um lugar pra morar por causa do "minha casa, minha vida", que um negro no poder é devido as cotas e que nossa situação melhorou devido o aumento do salário mínimo.

Engraçado, o salário aumentou no final de 2013. Quando são as próximas eleições?
Ainda acredita-se que facilitam a vida do povo para o bem estar da maioria. Quanta bobagem!
Vivemos numa ditadura, onde são impostos os interesses maioritários que faz com que o pensamento do povo se resuma a algo imbecil.

Não podemos acreditar em ajudas milagrosas, em cotas para negros, em diminuição da maioridade penal em tempos que o que vale é o dinheiro, o poder.
Devemos aprender que não somos nada e nunca seremos. O único poder que temos para lutar contra isso é ter conhecimento e perspicácia para não cair nas artimanhas de tanta safadeza e falta de decência.

Vamos acordar, não estamos lidando com "Lulinha paz e amor", estamos lidando com poder, dinheiro, status e mais dinheiro.
Não podemos misturar nossos conceitos de amor e felicidade plena com política. Não funciona.
Para compreender a política, temos que pensar como ratos.

A realidade é que precisamos pensar, mas pensar não é pra todos. Devemos questionar sim um governo que por não ter sido o pior, também não foi o melhor.
Do que realmente nosso povo precisa? Quem pode suprir essas necessidades?
É dando casas em menor valor para os pobres ou 30 reais para o gás que chegaremos num consenso de sociedade?

"Ta" resolvendo o problema?

Alguns não aceitam críticas de um governo que "mais fez pelo povão".
Será que é este mesmo o conceito de "fazer".
Será que não é assim mesmo que queiram que pensamos???

Se o governo estivesse preocupado com o bem estar da maioria, não gastaria milhões em obras pra fazer bonito pro Obama ver.
Enquanto a Dilma retoca a maquiagem pra discursar na copa, ainda estamos aqui, vivendo num país milionário onde ainda existem pessoas que não possuem o que comer.

Já viram aqueles miseráveis que passam sede no nordeste?
Claro que trinta reais por mês ajudam essas pessoas. Claro!


Por Gabriela Peres

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Não é mais tempo de votarmos no PT

Não é mais tempo de votarmos no PT.
Foi-se a época em que era inteligente quem andasse com a estrela do Lula colado nas paredes ou em broches grudados em camisas vermelhas estampadas com uma estrela de esperança . Foi-se o tempo em que acreditava-se que um Partido para Trabalhadores mudaria o Brasil.

Não acho que os tempos de Lula foram ruins, mas não acredito em cotas e "bolsas pobreza".
Para mudarmos o país, temos que mudar pela raiz e sermos radicais em algumas situações do tipo carnaval e futebol sim. São segmentos que manipulam grande quantidade de dinheiro e se todos concordassem em realmente sermos um país "igualitário", conseguiríamos mudar.

Mas quem abriria mão de suas riquezas para dividir renda igualmente a todos e constatar a diminuição da pobreza?
O ser humano além de egoísta e ignorante, é mesquinho. Quer ver a mudança, mas não faz a mudança e acha que somente quem esta no poder corrompe. 

Após o julgamento dos mensaleiros, Joaquim Barbosa, homem corajoso, botou a cara a tapa e puniu da melhor forma que pode em nome de um país menos corrupto, trabalhou em nome dos brasileiros que foram às ruas clamar por justiça. 

Hoje, esta sendo alvo de críticas de partidários petistas. Não concordam com a forma que se manteve diante dos procedimentos jurídicos e da condenação que deveria ser em regime semi aberto, onde José Genoíno em uma de suas escapadas "doentís" fez questão de revelar na primeira oportunidade ao encontrar uma atenção jornalística que esta cumprindo pena em regime fechado. Ou seja, Joaquim estaria burlando a lei.

O PT rapidamente se prontificou a "mexer seus pauzinhos" a tentar incriminar o Presidente do Supremo Tribunal Federal, além de começar uma investigação clandestina da vida pessoal de Joaquim Barbosa, onde tentam trazer situações negativas para tirar a boa impressão que deixou a população brasileira, ao povo que se quiser, derruba a corrupção.

Esquecemos que temos este poder, mas a Dilma sabe e não descarta a hipótese relevante dos últimos boatos de que Joaquim Barbosa seria um grande concorrente a presidência do Brasil. 

Não há dúvidas de que o PT está em desespero e como o poder é grande, e a falta de caráter é maior ainda vão unir forças e construir armas para acabar com a reputação de quem fez pelo bem da nação. 

A questão não é estar do lado de um partido ou de outro, mas se você faz qualquer crítica contra o PT, eles já querem deslegitimar nós cidadãos como insatisfeitos. Então se você não é do PT, você é de direita. Então o PT da bolsa pobreza e eu tenho que ser a favor caso contrario sou burguesa? Acho que não. 

Joaquim Barbosa foi o único a tomar uma decisão e tentar resolver um pedaço dessa situação. O Brasil esta cansado, só isso e as terras do Brasil são férteis porque o povo só faz merda (S.S). 
Está na hora da gente acordar, pesquisar e começar a pensar em qual partido o voto depositar porque no PT já foi-se o tempo pra confiar. 

Por Gabriela Peres

sábado, 2 de novembro de 2013

E se eu morrer, por favor faça uma festa

Sempre penso em como a morte é um tema tabu. Pessoas tem medo de pensar na morte e nas consequências que ela traz aos que ficam. Não ter certeza do que vem, é o que mais traz angústia. O que será de nós quando fizermos a passagem. Como será o paraíso? Que lembranças meus amigos terão de mim? Será que fui feliz?

 Deve-se lembrar que é o que fazemos para os outros que levaremos daqui, seu carro zero ficará, seus sapatos novos também. Ninguém vive neste mundo para sempre. Dá medo. Mas um dia, iremos partir. E não se sabe quando, nem em quais circunstâncias. Devemos estar preparados? Bom, quando eu morrer doem meus órgãos se algum útil restar. Doem o que for possível. 

O sentimento de ajudar o outro é indescritível até na morte. Tentarei deixar a cremação paga. Não gosto da ideia de ficar velando um corpo horrível morto e gelado. Não tem necessidade. Não tenho apego a nenhuma destas tradições irritantes. Morreu, é triste, mas acabou. Até quando você acha que as pessoas duram? A morte é real. Confie em Deus e se adapte a ela.

 Pois bem... façam uma festa. Provavelmente os parentes antigos, tias e tios velhos vão achar um absurdo. Eles adoram ficar se remoendo, chorando em cima do cachão com cara de pena, pegando na mão gelada e falando como o rosto esta sereno. Me poupe, estarei morta. Não quero isso na minha despedida. Portanto, meus amigos estarão encarregados da minha grande festa final.

 E façam direito porque estarei lá. Comprem cerveja, comida e cachaça. Cada um vai lá na frente, mencionem um momento inesquecível vivenciado e vire o copo. Eu vou adorar. Coloquem uma foto minha maravilhosa num quadro, uma que eu pareça mais magra. Pode ter algumas flores. Nada daquelas coroas que não servem pra nada. Não gaste com supérfluos. Você pode achar legal e indispensável, mas eu não acho e não esqueçam, o velório é meu.

 Riam, lembram de nossos momentos felizes. É isso que importa. É isso que me deixará feliz. Façam uma oração, breve. Peçam para Deus me guardar e me levar num lugar maravilhoso. Isso já está ótimo. Um Pai nosso e fexô! Nada de rezar terços e ladainhas intermináveis. Ninguém merece! Músicas! Coloquem música. "Segura na mão de Deus e vai ♪", não ousem pronunciar esta ridicularidade e dispensem o sertanejo. 

 Estarei com vocês para sempre. Então VIRE A PÁGINA. DÊ UM PONTO FINAL NAS COISAS QUE LHE FAZEM MAL. A VIDA É UM CÍRCULO, NÃO UM QUADRADO. TENHA PRESSA DE SER FELIZ!!!! PORQUE NÓS NÃO SABEMOS QUANTO TEMPO NOS RESTA.

Por Gabriela Peres

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pra quem vive na guerra, a paz não existe

Favela, Maracanã, tráfico de drogas, Cristo Redentor, aeroporto Santos Dumont, ônibus lotado, carro importado. Realidades diferentes, sem novidade que agrade e consciência de que tem alguém que pague.

Vivemos num fluxo de cegueira de gente que tenta ver, mas não vê nada. Periferias, vielas, cortiços. Você deve estar pensando: "O que você tem haver com isso?".

Um pouco, nada, quase nada ou quase tudo. Viver pobre, preso, no crime ou morto virou a cultura dessas pessoas. Quem liga? Se tivéssemos a capacidade de perceber quem morre, veríamos quem mata.

É a sociedade que mata, que “desurbaniza” essas pessoas. Mostramos aos nossos filhos que existem crianças que nascem em famílias de pessoas viciadas e com reais problemas? Será que mostramos a realidade que a grande maioria da população brasileira vive? Sem brincadeiras, sem conto de fadas. Onde o único príncipe encantado que podem esperar é o patrão que conhece ainda na adolescência.

Crianças precisam ajudar, se não trabalhando fora de casa mas dentro, porque a mãe fora está. As drogas são fatores reais de suas famílias. Crianças presenciam pais alcoólatras, frequentes viciados em cocaína onde o acesso é na esquina. As roupas doadas por ONGs, no pé chinelo as remendas. O Almoço repetido por vezes na escola para compensar o próximo que na maioria demora.

A fada da felicidade chega diferente em lugares que vemos como uma atração para estrangeiros, ou em matérias do Jornal Nacional que traz uma realidade cheia de rodeios. Ninguém quer ver esse sofrimento de perto, mas querem colocar na prisão os que encontram com uma arma na mão. Nenhuma pessoa em estado normal será a favor do crime ou do tráfico. Mas entender a dificuldade e ver de onde ela vem é essencial para uma discussão digna a respeito de um assunto que seria delicado, se não fosse tão real.

A raiz deste problema está em nós mesmos, na sociedade que cerca essas pessoas tão miseráveis, tanto de uma vida digna, com bens materiais necessários para a sobrevivência, como da oportunidade de ter conhecimento. De perceber coisas que não as são mostradas. Ter um livro para ler, uma professora para ensinar, um caderno descente para escrever.

Um adolescente que entra para o crime sabe sim o que está fazendo, tem noção das consequências que um roubo traz ou o que matar uma pessoa faz. A questão é o que lhes foi ensinado. Quem são seus pais? O que seus pais aprenderam para poder educá-lo? O que ele tem ao seu redor?

Qual a probabilidade de uma criança pobre ser alguém bem sucedido na vida? É possível, mas para a maioria deles entrar para ajudar no tráfico, ou roubar uma senhora na rua é mais fácil e “ta na mão”. Precisamos ter consciência de que se hoje, sabemos o que é certo ou errado, se sabemos que devemos trabalhar para conseguir algo que queremos e se sabemos que devemos respeitar nosso semelhante, alguém nos ensinou.

Da mesma forma que existem pessoas que não aprenderam como "serem pessoas". Nascem em lugares onde a opção de fazer o certo é fraca. Não aprenderam a ser fortes. Não foi sempre dito que essas pessoas não têm vez? A diferença é particular, e cada um que faz.

Grandes exemplos de pessoas que tinham tudo para ir para o lado que tudo “vem fácil”, e por algum motivo deram a volta por cima e fizeram diferença. Será que todos encontram esses motivos? A pobreza revolta, a dificuldade traz vingança, e a falta de oportunidades entristece. E é por isso que, para que eu seja a favor da prisão de menores infratores para que sejam responsáveis pelos seus atos aprovando a lei para diminuir a maior idade penal, é importante que o mal seja cortado pela raiz.

A fundação casa "não existe", prender um menor não resolve, apenas esconde o problema e tira da visão de quem prefere não enxergar. E isso não é uma maneira digna de viver uma vida real. Afinal, que governo vive? Pra quem nasce na guerra, a paz não existe. Criar atalhos não resolve, devem-se criar escolas e oportunidades de emprego para essas pessoas. Qualificar nossa gente, para que nosso preconceito diminua e possamos tirá-los da vida dura.

O governo prefere prender para se esconder e passa a bola para a população que pouco tem informação.
A favor de prender nossos menores é o que escolheria a grande população, já que o governo tem ciência da possível votação. O que o povo não percebe é que quem deveria ser preso são aqueles no qual jogam o problema em suas mãos.

"Menos de cinco por cento dos caras do local são dedicados a alguma atividade marginal e impressionam quando aparecem nos jornais, tapando a cara com trapos, com uma Uzi na mão. Parecendo árabes, do caos, sinto muito "cumpádi", mas é burrice pensar que esses caras é que são os donos da biografia já que a grande maioria daria um livro por dia, sobre arte, honestidade e sacrifício. SACRIFÍCIO!, Arte, Honestidade e Sacrifício"(trecho da música Hey Joe, O Rappa).

Eu sonho com um país melhor, mas não acredito nele. Daí eu te pergunto, Você se encontra sem trabalho, na pobreza e desesperado com seu filho chorando de fome, te oferecem um pino de cocaína pra vender para o moço que já está esperando na esquina em troca de vinte reais pra comprar o leite que precisa pro teu filho que continua berrando de fome, você não venderia? Aí é que ta “mermão”, se você pode, porque eles não?
 

Por Gabriela Peres



sábado, 31 de agosto de 2013

o mundo trai,o mundo aceita traição. o mundo vive em vão

Posso tentar entender pessoas que perdoam uma traição de tanto amor que sentem pelo parceiro. Agora, perdoar duas ou mais vezes nada mais é do que falta de capacidade de manter uma vida descente. Não posso ser ingênua em não concordar que pessoas traem sem sentimentos sim, e por trair. Homens traem por motivos diferentes do que o das mulheres. Afinal, sabemos que os homens possuem a capacidade mental menor do que a de uma mulher da mesma idade. Trair está além do amor. 

Se depois de anos de convivência a mulher parar de pentear o cabelo ou parar de transar certamente, ele vá se interessar por outra bunda. Já se interessa normalmente, imagina quando não vê a cor. 

Suponhamos que, a traição, também pode ser culpa da mulher, já que por diversas vezes o homem se interessa pelo o que não tem em casa. Trazer para nós a responsabilidade pode ser injusto. Acredite, ele te ama, mas ele te trai. São emoções e reações distintas e cabe a você compreender ou não. 

Eu posso entender todas as diferenças entre um homem e uma mulher, saber que suas vontades podem ser diferentes, ou não. Mas não podemos nos esquecer da essência de que somos todos seres humanos e trair, é questão de caráter. Se for ao lado de uma pessoa com esse tipo de princípios que te faz feliz, meus pêsames. O azar é seu gostar de viver com esse tipo de realidade. 

Você pode ter a mesma opinião que a minha de que certas pessoas traem por motivos fúteis, e mesmo assim não aceitar um traidor em sua vida. Traição é falta de respeito e de decência. Sinceramente, se eu tiver que passar por isso para conseguir manter um relacionamento, prefiro nunca conhecer o amor. 

Existem pessoas que se traem e são felizes e repito trair ou não é questão de caráter. Alguns acreditam, outros não. Uns aceitam, outros não. Uns traem, outros não. Machista quem acha que mulheres só traem por envolvimento. 

Homens e mulheres traem por desejo, por vingança, para se sentir melhor ou aliviar a tensão. Cabe a você encontrar a gaveta que mais lhe agrada. 

Um relacionamento passa por conturbações que precisam ser superadas para dar certo. Ter de superar crises por traições foge da minha compreensão de integridade de um ser humano. Acho covarde quem trai, acho mais covarde ainda quem não tem coragem de encarar seus problemas e acredita que o amor compra tudo. Não posso vender minha dignidade por amor. 

Dizem que apenas quem está no relacionamento sabe o que se passa. Poupe-nos de saber da mediocridade que você leva sua inferior vida, inferior auto-estima e inferior busca pela felicidade a dois. Se você não sabe ser feliz sozinho, não será feliz com alguém. Vai viver procurando e perdoando para conseguir ser feliz escondendo os problemas e não os encarando. 

Deve ser maravilhoso viver num mundo onde o amor, a compreensão e o perdão são a base tudo. Disse Gandhi: "Onde houver escolha entre a covardia e a violência, eu escolherei a violência". Posso entender uma traição, mas aceitar que isso faça parte da minha vida é escolha. Escolha de insistir em uma felicidade, enxergar a parte que me convém, levar a vida com desdém e aceitar que por diversas vezes a pessoa que ama se entregou a outro alguém.


Por Gabriela Peres

terça-feira, 20 de agosto de 2013

"e Deus fez o Homem e a Mulher". e PONTO ?

"Abra a sua mente, gay também é gente.
baiano fala oxente e come vatapá" ♪

Tentamos entender o que nos leva ao preconceito contra homossexuais. Não pode se resumir em não aceitar que o outro compartilhe seu orifício ou venere o "pau" alheio. Mulheres também fazem muito do que os gays gostam. O ser humano e sua incontrolável vontade de ser ignorante não aceita o que pode não ser tão comum, e bonito aos seus olhos. 

Deve- se lembrar que há quase dois séculos atrás ser negro também era ser estranho e para que fossem "aceitos" lutaram e sofreram tanto quanto os gays nos dias de hoje. Enfim, algum gênio acendeu sua lâmpada e percebeu que a cor não difere um homem do outro. Tanto por que ninguém escolhe a cor que vai nascer. Apesar que para quem acredita no espiritismo, isso é bem provável.

A questão é opção sexual tanto quanto ser negro, também não difere. Isso não é opinião. É questão de lógica. Sair do senso comum e ter capacidade de raciocinar sobre diferentes maneiras de encarar uma situação ou um problema é crucial para aceitarmos a realidade. Realidade de que os gays estão por toda parte. São filhos, netos, professores, amigos, inimigos, lindos, feios, espertos, ingênuos. E o que eles têm em comum? Um coração. Sente a dor, a frieza, a indiferença, a descriminação, a rejeição.

Ser gay deve ser difícil e o sofrimento é inevitável. Fico imaginando um pai com sua criança que diz: "Tenho deus na minha vida, meu filho jamais seria gay". Sorte que não sou Deus, lhe daria um filho gay de presente com direito a lacinho cor de rosa no embrulho. É fácil julgar a condição alheia e tapar o sol com a peneira. 

Ninguém resolve gostar do mesmo sexo. Isso não é uma opção, é uma condição. Há quem acredite que o gay é endemoniado. Em verdade eu que vos digo: Que o endemoniado, certamente deve ser você. Eu não conheço o coitado Satanás, mas imagino que ele goste é de quem não aceite o seu irmão. De quem aponta o dedo e se curva a uma religião.

Por existirem pessoas com esses ideais que continuamos sendo um país sub, baixo nível. Se você é preconceituoso, você é burro. Se você acha que ser gay é do demônio, você é um descrente. Se você acha que ser gay é opção talvez devesse colocar uma cenoura no "pandeiro" pra ver se muda de opinião. Ser gay está longe de ser diferente. Diferente é quem encontra diferença no outro e se contenta em lambuzar com tão pouco. 

E pensando bem, para quem acredita em reencarnação. Os que escolheram vir ao mundo nesta condição devem ser os mais fortes então. 


Por Gabriela Peres



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Por que estão com tanto medo, homens de pequena Fé? (Mateus 8:26)

Uma médica publicou um livro baseado em pacientes em estado terminal onde conta e analisa a situação destas pessoas que estavam prestes a morrer e contavam suas histórias e experiências, refletiam e se lamentavam da vida que haviam tido e que agora, não valia mais de nada, a não ser dos que a fizeram valer a pena.
Em uma das suas pesquisas, a médica concluiu abertamente que a maior reclamação de seus doentes no leito de morte sobre a vida era: 

1- Deviam ter tido coragem de expressar seus sentimentos. 
2- Deviam ter trabalhado menos (OBA!!)
3- Deviam ter feito mais o que eles realmente queriam e não o que outros esperam que eles fizessem.
4- Deviam ter mantido contato com os amigos.
5- Deviam ter se permitido ser mais Feliz.

Engraçado como não consigo entender pessoas que não são felizes e que se amedrontam de pensar em largar tudo, jogar fora sentimentos velhos, coisas velhas, chefes velhos e começar  t u do d e n o v o . 
Mais engraçado é ter comigo que um dos meus maiores sonhos na vida é de fazer as pessoas entenderem que devemos aproveitar a vida sem tanta responsabilidade. Não digo deixar de pagar as contas e parar de escovar os dentes. Mas em fazer coisas sem tanta preocupação. Se você acredita em Deus, deveria saber que no final, tudo SEMPRE ficará bem.Tudo sempre dá certo. Não importa o que aconteça , nem o maior problema que você tenha. Então, pra que tanta encanação, segue a vida e deixa rolar.
O tempo passa, o calor acaba e agente até desaba, mas nosso coração continua acolhendo os mesmos corações. Encontramos novos amores para compartilhar, mas os antigos não podem acabar. Sabemos que temos amigos e que para sempre eles estarão ali.
 Mas cair as vezes na real de que não sabemos quando será nosso final, não faz mal.
 Aproveitemos o tempo que nos resta fazendo valer a pena. Diga o que sente, grite, esbraveje, sinta raiva, sinta o amor, sinta a amizade e realize seus desejos, não tenha medo.


"Não tenha medo pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o reino" (Mateus14:27)

O medo não está disposto a dividir o coração com a felicidade. 
 A vida passa muito rápido e o depois é tarde demais. Não adianta vir aqui e ler um punhado de palavras bonitas, de incentivo. Pense que é real estas possibilidades. Saia do lugar que todos esperam que você esteja. Faça o que você quer fazer. Encontre as pessoas que ama e diga que as ama. Amor demais não faz mal. Ausência sim. E durante toda a minha vida, sempre deixarei meu apelo para ver você mais feliz. 
Aproveita, que é o melhor que tá tendo.
No final, que pode ser hoje, amanhã ou a dez anos, você não vai querer se lamentar de coisas simples. Que por uma palavra, um encontro, um sorriso, uma discussão, podia ter feito a diferença.
 E a culpa de não ter feito essa diferença será para sempre sua. 
O que você faria hoje se fosse seu último dia?
então...FAÇA!

Por Gabriela Peres

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Comer bebês é proibido afirma governo.


"Num país onde culturalmente é bonito lucrar com a mentira; a verdade não diverte".

Frase típica de um dos maiores humoristas de sucesso que temos hoje em dia no Brasil. Ainda descreve o humor como usar lapsos de verdade num cotidiano hipócrita.

O politicamente incorreto passou longe de ser sincero e engraçado. Mostrar o podre das pessoas, do governo e da sociedade usando o humor é a forma mais inteligente que temos para chamar a atenção de quem não se manifesta. Politizar é conscientizar. 

Certamente não se trata apenas de política, mas do oposto a tudo. De conseguir mostrar os problemas com humor, usando de escape a democracia da liberdade de se expressar que temos direito em nosso país. Infelizmente, como vivemos em tempos "ainda" de censura tapada por debaixo dos panos, temos que nos submeter a certas ridicularidades que o governo nos prega. 

Temos como exemplo uma professora do Amapá, Alcinéia Cavalcante Costa, de 57 anos que foi alvo de processos movidos pelo nosso Ilustre Senhor José Sarney, um dos honoráveis bandidos mais populares do governo brasileiro. A multa chegou ao valor de dois milhões de reais, como a professora não possuía a quantia, teve sua conta bloqueada. O problema ocorreu porque o "Dono do Maranhão" se sentiu ofendido quando a mesma em seu blog sugeriu que os internautas fizessem um adesivo com a frase “o carro que melhor combina comigo é o camburão da polícia" e colassem no veículo de algum candidato. 

Genial. Pra quem não sabe José Sarney e sua corja governa, lidera e manipula todo o Maranhão. Com base em um poema feito para nosso político, ruas possuem seu sobrenome e nomes de familiares. Tem a farmácia Sarney, o colégio Sarney, o hospital Sarney, as estradas e rodovias Sarney e caso queira ter onde reclamar, dentro da câmara tem uma sala especial do Sarney. Engraçado se fosse apenas uma brincadeira. Mas é a realidade. O "bigodudo" lidera a anos um estado inteiro onde nem a Dilma se mete. 

Manda, desmanda, faz o que quer, rouba quanto puder e ninguém pode falar sobre o assunto? Se sente ofendido e processa? O que é mais vergonhoso? A situação do Maranhão ou o Governo que nele não manda não? Inaceitável que ainda se aceite isso. O politicamente incorreto interessa até que não manifeste a vida de quem tem poder. De quem manda no povo. 

Pessoas se ofendem com pouca coisa, e o mais engraçado é que se ofendem com a verdade. Preta Gil se indigna porque a chamaram de gorda. Então ela é magra? Processaram o Alexandre Pires porque fez uma música que misturava mulher gostosa, jogador de futebol e macaco. Então o cara é racista? Wanessa Camargo processa porque falaram que comeriam ela e seu bebê. 

São piadas ou comentários tão medíocres, que apenas pessoas mais medíocres ainda para se importar com elas. Pessoas que não se aceitam, não enxergam seus próprios defeitos e não conseguem lidar com eles. Nem mesmo com humor.

Hoje o politicamente incorreto vem pra tirar onda com “manés” da sociedade, tirar onda com as situações que agente vive, tirar onda consigo mesmo. Levar na esportiva, brincar, falar besteira, rir dos outros, mas principalmente a rir de si mesmo. Depois que agente aprende isso, os outros são apenas os outros. E agente fala o que quiser pra quem quiser ouvir. 

O Sarney agora ta doente. Mas morrer não resolve pra gente. Tem que afundar a família inteira e seus amigos políticos jogar na peneira. Uma bomba não cairia mal, e eliminaria de uma vez esse estado de gente que vota mal. Piada não vale nada gente. Ou você se importaria se morresse esse doente? Quem mais aí ta grávida pra gente querer comer? Importa-se com isso quem não tem o que fazer. 

Por Gabriela Peres

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Texto baseado no site http://www.folhapolitica.org/2013/05/blogueira-censurada-poder-ter-que-pagar.html e frases de Danilo Gentili

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Deixa eu falar filha da puta.

♪ Foi mal, foi mal, foi mal ae véi
Se eu falei um monte de coisa que você não gosta
Com o microfone eu tenho a faca e o queijo
Olho o jornal, eu ouço rádio, eu só ouço bosta
E na TV eu não gosto de nada que eu vejo ♪ 

Barbudos, barulhentos, fedorentos, drogados e alcoólatras é bem a noção que se tem do Rock. De quem canta, de quem toca, de quem gosta. 
O Rock and Roll sai do convencional com suas letras dinâmicas, expressivas e cheias de palavrão. Dizem o que sentem vontade sobre o que vivemos em sociedade e por diversas vezes deixamos de prestar atenção na mensagem que a música passa. 

Assim como o rap, o reggae e  o hardcore, o Rock sai do que é considerado normal e mostra em suas melodias mais do que a sociedade espera. São os então chamados polêmicos ou foras da lei. 

É de se esperar que a maioria da população mundial, para uma vida plena e saudável, seja seguidor das leis, não cuspa no chão ou tenha medo de falar o que pensa sobre algum assunto por questões do tipo, manter a integridade, manter o emocional e até mesmo não magoar o coração alheio pobre e ingênuo. 

A questão é, algumas pessoas não são assim. E nem porque querem ser polêmicas, caóticas ou politicamente incorretas.  Mas porque não aceitam serem politicamente desonestos. Desonesto com a verdade, consigo mesmo, com o próximo. Não ter medo de ser criticado pelo que pensa e simplesmente dizer. Dizer e manipular o sentimento de quando nos perguntam o porquê de tanta revolta. 

Acredito que quem pensa desta forma, além de medíocre, é o reflexo de que a pessoa não está entendendo nada daquilo que você esta expondo. Acham que ter opinião é ser carro chefe de quem quer aparecer.
As pessoas esquecem de que vivemos em um país "reprimidérrimo", onde "botam na bunda da gente" e ninguém  reclama. Agente come cocô e acha graça. E quando aparece quem não concorda com o que esta fora do que os grandes intelectuais determinam, são tachados como esses seres diferentes da sociedade aceita. 

Eu não entendo o direito que o governo acha que tem para estipular o que uma pessoa deve por na boca ou tirar dela. 
Cada um tem o direito de falar o que bem entender. Ofendendo o outro ou não. Azar. O ofendido geralmente é um idiota.

Eu posso não gostar de sertanejo, de rebolar no funk, de anões, de usar calça jeans, de gente azul ou com três cabeças. E é um direito meu de me manifestar se me der vontade. Não cabe a você julgar o que eu falo ou não. Afinal, quem é que não tem preconceitos?

Tanto porquê você também julga, a diferença é que prefere ter uma imagem serena e bondosa diante dos outros e é fraco o bastante pra se conter com as aparências.

Gigantes fazem as leis, e eu posso não concordar com elas. 
A livre expressão é o que constrói a nação.
Independentemente da moeda ou sua cotação.
Deixa eu falar filha da puta! Expressão!!!!

Por Gabriela Peres



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Texto baseado em frases do Cantor Lobão em entrevista ao AET e 
na música Deixa eu falar dos Raimundos.